

Boa noite...
Para desejar um ótimo fim de semana,
dois poemas lindos...

VERBO SER
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
(Carlos Drummond de Andrade)

Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
(Paulo Leminski)
Beijo enorme em todos, e muito obrigada
pela visita. ;)
Sheila
Boa noite....

A árvore do amor...
O amor verdadeiro é como uma árvore:
Primeiro, é uma pequena semente que nasce
do encantamento....
Esta semente é plantada no solo fértil da paixão,
regada com o entusiasmo e a alegria dos apaixonados...
Aos poucos, suas raízes começam a desabrochar e
se firmar no solo com a confiança, o respeito, a fidelidade
e principalmente com as afinidades.
A plantinha do amor perfura o solo e desabrocha...
Depois que perfura o solo, a planta é alvo de olhares
e algumas vezes é balançada com a brisa do ciúme,
o que pode causar a perda de algumas folhas, mais,
se a raiz estiver bem fixada, ela permanece firme ao solo.
Se este amor for verdadeiro, esta planta vai crescer, e vai
se transformar em uma árvore frondosa.
Algumas vezes esta árvore é frutífera, e nos rende frutos
lindos e perfumados; outras vezes, esta árvore apenas nos
dá sua sombra e aconchego.
Com o passar dos anos, a árvore é revestida com uma
casca resistente chamada experiência.
Sua aparência muda e já não tem o viço de antes,
mais, a esta altura suas raízes já são profundas e transmite
uma sensação maravilhosa...
A alegria de ter seu lugar definido e marcado no jardim da vida.
(Sheila Guedes)

“Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tantas vezes enquanto vivem,
são eternos com é a natureza”.
(Pablo Neruda)